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Revista Anália

AULAS DE CIRCO misturam força e diversão

Enquanto aprendem a fazer acrobacias e malabarismos, alunos entram em forma e melhoram sua concentração

A companhia canadense contorcionismo e outras técnicas Cirque du Soleil está provocam nos paulistanos, algumas em cartaz no Parque academias de ginástica começaram Villa-Lobos com o a oferecer aulas de circo. Agora as espetáculo Corteo, crianças e os adultos não precisam a trupe do Tihany mais ficar apenas assistindo às acaba de prolongar sua temporada no incríveis performances dos artistas no terreno onde funcionava o Playcenter e o Circo Spacial segue com sua lona armada na Vila Guilherme. Como se vê, as artes circenses estão em alta na cidade! De olho no fascínio que essas apresentações de equilibrismo, acrobacia, malabarismo, picadeiro – todos podem aprender os movimentos e os segredos dessa arte secular, tão tradicional quanto o teatro. Na Cia. Athletica, no piso Acácia do shopping, a programação semanal inclui pelo menos nove grupos com aulas de técnicas circenses. As turmas são divididas por faixa etária e por nível de destreza: há aulas para crianças de 3 a4anos,de5a10anos,parateense para adultos, separados entre os níveis iniciante, intermediário e avançado.

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O que atrai nessa modalidade relativamente nova nas academias é o fato de os praticantes se divertirem enquanto executam os exercícios e treinam os movimentos. As aulas, que queimam tantas calorias quanto uma sessão de ginástica artística, são mais lúdicas e descontraídas. “Além das aulas serem cheias de brincadeiras, eventualmente trazemos artistas de circo para conversar com os alunos, para ajudá-los em seu aprimoramento e para dar uma demostração de suas habilidades”, afirma a professora Bianca Arantes, que tem 23 anos, é formada em Educação Física e especializada em manobras aéreas no tecido, na corda, no trapézio e na lira. As aulas para as crianças de 5 a 10 anos se iniciam com uma sessão de alongamento, aquecimento muscular e condicionamento cardiorrespiratório. Em seguida, os pequenos se dividem em três grupos: o primeiro treina exercícios aéreos num tecido suspenso no teto, o segundo se equilibra na slack line (uma fita tensionada que é a versão moderna da velha e boa corda bamba) e o terceiro pratica saltos e piruetas com a ajuda de um trampolim. Após alguns minutos, quem estava numa estação vai para outra e, ao final da aula, todos terão se exercitado nas três especialidades. “Os exercícios no tecido trabalham muito os membros superiores e o abdome; o trampolim desenvolve mais os membros inferiores e a flexibidade; enquanto equilibrar-se na slack line exige muito esforço do abdome e das pernas, além de estimular a concentração”, explica Bianca.

O desenvolvimento do equilíbrio e da coordenação motora são alguns benefícios que as aulas de circo proporcionam. Mas eles não são os únicos aspectos positivos dessa atividade. Elas também turbinam a agilidade, a velocidade, a resistência, força muscular e a coordenação oculomanual, por meio da qual os olhos e as mãos acompanham com facilidade os movimentos de objetos em jogados ao ar. E, além desses benefícios físicos, a prática de artes circenses também ativam habilidades psicológicas, como o autoconhecimento, desinibição, a criatividade, a capacidade de interpretação, a determinação e a superação de medos. Por fim, as aulas de circo também promovem aptidões socioafetivas dos alunos, como cooperação, socialização e interação com os colegas e com a plateia. Resumindo: além de serem gostosas e intensas atividades físicas, as artes circenses colaboram na formação e no bem-estar de quem as pratica.

 

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